
Não basta ser mãe. Tem que ser diferente
Por Eduardo Tavares
Elas fogem do convencional em suas profissões e estão longe de serem vistas como antiquadas. Fazem parte de uma nova geração de mães que acredita ser possível viver a maternidade dentro de uma nova concepção, educando mas reservando tempo para si mesmas.
Dou aulas em domicílio para pacientes terminais com câncer, Aids e pós-operatórios. Nossa família pratica um modo de vida e de alimentação totalmente naturais. Aplico isso desde o nascimento dos meus filhos. É uma semente plantada que vai germinar no futuro – conta a instrutora de meditação transcendental Cristiane Tani, 45 anos, mãe de Isadora, 3 anos; Camila, 13; e Wayan, de 14, que segundo ela, já possuem uma consciência elevada com relação à saúde.
Existem pessoas que ainda acham esta forma de criação um pouco estranha – revela.
EDUCAÇÃO ALTERNATIVA, MAS EFICIENTE
Quando uma mãe diz “faço o que é melhor para você”, muitos filhos torcem o nariz. Mas pelo menos dois deles aceitam plenamente. E até gostam.
- Sou sortudo. Alguns amigos estranham o modo como sou educado, outros adoram. Minha mãe me ensina a vida de uma forma diferente – conta Wayan Tani, surfista, 14 anos.
Nascido em berço cercado de naturalismo, ele também repassa aos amigos o que aprende com a mãe instrutora de meditação.
Eu havia parado de meditar. Quando voltei a praticar, a pedido dela, me senti bem mais disposto e a qualidade do meu sono melhorou – explica o jovem surfista.
Wayan diz que quando se tornar adulto dificilmente se identificará com mulheres que não tenham o mesmo ideal e estilo de vida dele.
Fonte: Jornal do Brasil – 13 de maio de 2007