Jornal do Brasil – fevereiro de 2000


Nesta época, em diversos locais, se descansa a mente usando várias técnicas
Julia Duque Estrada
Especial JB

Em tempos de alta competição, de ansiedade e insegurança, meditar pode até parecer esquisito. No mínimo ridículo. Engano. É cada vez maior o número de pessoas que buscam, no caminho da introspecção, o equilíbrio negado pelo dia-a-dia. Uma delas é a atriz Cissa Guimarães. Desde o ano passado Cissa se envolveu com a técnica da Meditação Transcendental, desenvolvida pelo Indiano Maharishi Mahesh Yogi. “É simples e não significa envolvimento com qualquer religião. Minha vida é bastante agitada e encontrei a quietude sem precisar recorrer aos remédios”, conta ela, que medita de manhã e no fim da tarde, em turnos de 20 minutos.

Simplicidade – Já o diretor da Sociedade Internacional de Meditação Transcendental no Rio de Janeiro, Klebér Tani, conta que prepara, para a semana do carnaval, uma espécie de spa para a cabeça, no Hotel Portobello, em Mangaratiba, e no Albergo Del Leone, em Itaipava. “Uma vez aprendida, a Meditação Transcendental pode ser feita em qualquer lugar”, diz. Outra atriz, Julia Lemmertz, confirma. “Já meditei em estúdio de gravação e viajando na ponte aérea. Ajuda a concentração e tenho até mais facilidade de decorar os textos”, assegura.

Klebér Tani explica que a Meditação Transcendental busca chegar à fonte dos pensamentos. E ordena as ondas cerebrais através dos mantras, específicos para cada pessoa. Tem respaldo científico. Trabalha a memória, concentração e raciocínio”, sintetiza. De acordo com pesquisas já divulgadas, o nível de relaxamento durante a meditação é de seis a oito vezes maior do que durante o sono. A prática também faz com que o consumo de oxigênio diminua em até 60%, aumentando assim a energia física. Lygia Azevedo, outra adepta da Meditação Transcendental, garante que não fica doente “nunca”. “O estresse é que abaixa a imunidade”, diz.

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