Família & Cia – O dia-a-dia de quem não é convencional.

Jornal do Brasil – 13 maio 2007

JB maio 2007c

Não basta ser mãe. Tem que ser diferente

Por Eduardo Tavares.

Elas fogem do convencional em suas profissões e estão longe de serem vistas como antiquadas. Fazem parte de uma nova geração de mães que acredita ser possível viver a maternidade dentro de uma nova concepção, educando mas reservando tempo para si mesmas.

Dou aulas em domicílio para pacientes terminais com câncer, Aids e pós-operatórios. Nossa família pratica um modo de vida e de alimentação totalmente naturais. Aplico isso desde o nascimento dos meus filhos. É uma semente plantada que vai germinar no futuro – conta a instrutora de meditação transcendental Cristiane Tani, 45 anos, mãe de Isadora, 3 anos; Camila, 13; e Wayan, de 14, que segundo ela, já possuem uma consciência elevada com relação à saúde.

Existem pessoas que ainda acham esta forma de criação um pouco estranha – revela.

EDUCAÇÃO ALTERNATIVA, MAS EFICIENTE

Quando uma mãe diz “faço o que é melhor para você”, muitos filhos torcem o nariz. Mas pelo menos dois deles aceitam plenamente. E até gostam.

– Sou sortudo. Alguns amigos estranham o modo como sou educado, outros adoram. Minha mãe me ensina a vida de uma forma diferente – conta Wayan Tani, surfista, 14 anos.

Nascido em berço cercado de naturalismo, ele também repassa aos amigos o que aprende com a mãe instrutora de meditação.

Eu havia parado de meditar. Quando voltei a praticar, a pedido dela, me senti bem mais disposto e a qualidade do meu sono melhorou – explica o jovem surfista.

Wayan diz que quando se tornar adulto dificilmente se identificará com mulheres que não tenham o mesmo ideal e estilo de vida dele.

Fonte: Jornal do Brasil – 13 de maio de 2007